Pimenta e Gás Natural

Não vou falar de Gás Pimenta, basta de terrorismos, gostaria apenas de lembrar o grande atentado perpetrado pelos descobrimentos contra os portugueses e Portugal! Então, e se em vez de termos ido parar à Índia, tivéssemos ido dar um giro até ao Golfo Pérsico? E se em vez de canela e pimenta, tivéssemos descoberto uns poçozitos de petróleo e gás natural? Não seríamos hoje todos mais ricos? Isto é, do ponto de vista cultural, claro! A 20 cêntimos o litro, nem a privatização dos combustíveis nos teria impedido de irmos mais vezes à Gulbenkian ver a quase extinta Companhia de Bailado.
E se no século XV os portugueses tivessem descoberto o petróleo? O salto evolutivo que não teria dado a humanidade! Teríamos tido um Henry Ford muito mais cedo, quem sabe se não seria até português e hoje, em vez de Italianos a vender Ferraris, andaríamos nós a vender Ferreiras pelo mundo, prestigiadíssima marca nacional de automóveis, porque se o nome andou lá perto, devemos ter falhado por muito pouco e acredito, que só falhámos, porque em vez de nos termos enganado e ir parar ao Golfo Pérsico, descobrimos o caminho marítimo para a Índia e agora, nem de carro, avião ou helicóptero, descobrimos o caminho para sairmos desta crise. Vivemos sob o suporte de um Wonderbra Europeu e agarramo-nos o mais que podemos a esta mágica cosmética financeira antes que alguém nos veja a nu! Desculpem, derrapei nesta última frase mas precisava de justificar a foto!
1 Comments:
Um presente desapossado evoca, com nostalgia, um quinto império perdido nas vicissitudes da evolução até à contemporaniedade lusitana. O wanderbra enquanto sinónimo de cosmética e, por conseguinte, de decepção, evoca uma perda irremediável que expõe o binómio nu/vestido(a)como critério para o encanto e para o desencanto com Portugal. Aconselha-se, dissimuladamente, a emigração... Ass. Letras Afundadas S.A.
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