Quinta-feira, Agosto 04, 2005

Última Publicidade da PT, será plágio?



O último spot publicitário da PT Campanha de Verão- Paguei mas não paguei, deixou-me em estado de alerta! Emoldurado por uma originalíssima técnica de realização, um jovem casal conversa na cama, enquanto se acaricia. E logo na primeira frase do anúncio, a revelação:

Sabes que comprei um telefone que copia os números de telemóvel?

A palavra copia, não me saía da cabeça, ironia do texto, veio-me à cabeça que o anúncio era copiado.

A frase seguinte não podia ser mais irónica:

Fantástico, quanto é que pagaste?

Só me ocorreu: fantástico quanto é que a PT terá pago por um anúncio que já vi no filme Requiem for a Dream?

E a frase seguinte mais contundentemente irónica se afirmava:

Paguei mas não paguei!

Então e a PT? Terá pago, ou não pagou? E depois deste post, vai ser reembolsada?

É que eu sou PTuguesa e como consumidora PT gostava de resolver esta charada. Façam o teste, comparem o anúncio com o brilhante excerto do filme. Um casal na cama com a imagem cortada pelo meio, ou seja, dois planos em simultâneo: um dele e um dela. As mãos interpenetram os planos, mas quando a mão dela o toca, o braço dela não segue a mão e deixa de aparecer no plano dela. Parece confuso, é por isso que é brilhante e simples na execução! Mas o que de facto é confuso é, quem sabia o quê? Será que a PT sabia que os seus telefones estão a ser publicitados com base num filme sobre jovens dependentes de coca? Será que a própria agência de publicidade seleccionada pela PT tem algum criativo tão criativo, que se lembrou de subcontratar indirectamente à revelia e sem conhecimento prévio nem à posteriori, em jeito de out-sourcing unidireccional à distância, o realizador de Requiem for a Dream, Darren Aronofski?

Até podiam ter utilizado a mesma técnica de realização, mas, pelo menos fossem criativos, inovassem, deslocassem a cena para um banco de jardim, para o banco de trás de um táxi, para a feira popular. Até a posição do casal é mantida como no filme, ele à direita, ela à esquerda. Conservadores! Mudaram os actores, os lençóis, as fronhas e claro, o texto, a mensagem publicitária, porque no filme não se vendiam telefones. O protagonista vende por diversas vezes o mesmíssimo televisor da mãe para comprar coca, mas o telefone não lhe pareceu rentável, não devia ser PT.

Será que em Portugal estamos assim tão no Rego da Europa, no meio de
tão pronunciada crise de ideias, que até os publicitários precisam de importar as de um realizador do cinema independente norte-americano?

Há alguém a confundir publicidade com ciência! Nas telecomunicações nada se perde tudo se transforma! Pelos vistos na publicidade anda aí alguém com pinta de cientista! Apliquem-lhe uns testes vocacionais para que encontre o caminho longe das campanhas da PT.

E eu que sempre quis trabalhar em publicidade! Se assim for, concorro para Assistente Criativa de Plágios: assisto à criação de plágios recorrendo à criatividade para não parecer plágio. Primeira técnica a seguir: Brain-storming de plágios! Depois é necessária uma criativa ginástica intelectiva para descobrir, onde é que já vi esta ideia para melhor a poder plagiar.

Será que a globalização ainda não chegou às telecomunicações? Mas afinal não era aí que tudo tinha começado? Será que ainda há quem não perceba que num mundo globalizado andamos todos a ver o mesmo? Que mau, não é? Uma Campanha Publicitária da PT, Copy-Paste de um excerto de Requiem for a Dream!

Quantas campanhas extraordinariamente originais não serão afinal tão pouco originais? Isto faz-me mal ao cepticismo!

Parece-me, com margem para equívoco, que alguém no meio de tudo isto foi criativamente ludibriado: a PT pela agência, ou a agência por alguém dentro da agência! Afinal eles sabiam ou não? E o Darren Aronofski?

45 Comments:

Blogger Corbin said...

Devo ser novo demais, mas n percebi!!
O anuncio resulta, esteve originalmente num filme, ok, e...
qtos n sao os anuncios baseados em filmes? este é mais um, mais copiado k baseado mas n vejo qual o problema.
Falta criatividade.. será?? ou no meio de 20 opções criativas os big boss man's escolheram a k iria ser mais falada e como tal lembrada....
O simples facto deste post, ja fex com k tivessem razao na escolha :P
Ah pois é ....

12:00 AM  
Anonymous Anónimo said...

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12:35 AM  
Blogger Haryade said...

O filme "inspirador" centra-se na história de um casal toxico-dependente. Acreditas que a PT aceitaria vender telefones com um anúncio baseado num filme sobre toxicodependência? Provavelmente pagou um balúrdio por uma ideia original, que afinal não era assim tão original.
Em último caso o problema será sempre a falta de originalidade. Afinal de uma agência de publicidade espera-se que seja criativa, mas se a criatividade tiver tido alguma ajudinha inspiradora por trás, então pelo menos que se inspirem sem pespegar-nos com um copy-paste da fonte inspiradora. Tudo não passam de suposições, quem sabe? Agora, se a PT ficaria feliz para além de publicitar os seus telefones, publicitá-los através da associação a um filme cuja imagem de marca é a auto-destruição pela coca de um jovem casal? Ou se a PT gostaria deste tipo de publicidade associada à sua publicidade? Não sei...

9:49 AM  
Anonymous Anónimo said...

Há um erro no post, os lençois tambem são iguais. Não terá sido um objectivo claro e traçado previamente? Claro que foi. Ao contrario do que inutilmente aqui se diz, mais do que associar a Pt a um filme de drogados ( e avaliar o requiem for a dream como "só" um filme de drogados revela bem a inteligencia e a sensibilidade de quem escreveu o post), o que parece ( coisa muito utilizada em TODOS os suportes audiovisuais, foi re-utilizar uma tecnica brilhante de split screen, utilizada em MILHARES DE FILMES, mas que aqui, pela dinamica do dialogo e pela propria estrutura do filme se podia utilizar melhorando substancialmente o lado plastico do filme. Avalia as fotos lado a lado. Não são demasiado iguais? Não é obvia a tentativa de chegar até ao requiem? ( alguem fala dos splits do Olá do Zeze camarinha? Não ? então porquê? Porque o realizador não assumiu tão claramente as referencias?) Há que de uma vez por todas não encarar os clientes ou as agencias como atrasados mentais, é evidente que alguém algures neste processo mostrou o Requiem a um ou a outro dos participantes, mais do que plagiar, trata-se de homenagear um grande momento de cinema contemporaneo. Ou acham que o realizador não sabe que, sendo o filme para passar em televisão, alguem não iria ver a semelhança? Acham que há alguem tão arrogante e tão estupido que fazendo uma coisa tão semelhante só ele é que conheceria o Requiem? A disfarçar um esquema , aí sim, talvez num banco de jardim, ou num autocarro, aqui não me parece que a ideia fosse fugir mas assumir. Muitas das pessoas que REALMENTE percebem de imagem mais do que " copiaram o requiem" disseram " como é que os gajos conseguiram fazer isto?" Alguém sabe a dificuldade deste efeito? Ninguém reparou, que mesmo os inserts em close são basaedos nos esquemas do proprio filme? A boca, a orelha, a colocação das mãos????? Não façam as pessoas de atrasados, se há alguém que assume de forma tão clara uma referencia não é para receber louros que não são dele, mas para mostrar mais uma vez, que no fundo o que conta é contar o melhor possivel uma historia. Alguém fala nos filmes colados subtilmente da super bock ? Sim, é verdade que há muita gente a viver estupidamente disto, criativos que não são criativos e realizadores que não são realizadores, pessoas que de forma aparentemente dissimulada roubam, picam, ideias e imagens, agora quem assume deve ser julgado? SE fosse uma sequencia copiada do orson welles, seria diferente? Alguém conhece um realizador que em algum momento não tente homenagear as suas referencias? A questão que se levanta aqui é: o filme destaca-se no ar pela qualidade da imagem não pela copia. e acabem com essa ideia de que nos andamos aqui a enganar todos, que se fazem coisas ás escondidas ou que se escondem talentos. E entre ter no reel uma copia assumida do requiem ou varios filmes copiados de cannes, escolho o requiem. Por fim, e porque me está verdadeiramente entalado na garganta devo dizer-te: vai á merda, não vales a ponta de um corno e talvez por isso é que não fazes publicidade. Muito obrigado.

12:31 PM  
Blogger Haryade said...

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4:26 PM  
Blogger Haryade said...

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4:35 PM  
Blogger Haryade said...

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7:31 PM  
Blogger Haryade said...

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7:34 PM  
Blogger Haryade said...

Não me choca de facto que a publicidade recrie assumidamente cenas do cinema ou de qualquer outro quadrante artístico, desde que haja um objectivo pertinente, uma intencionalidade carregada de sentido e alguma inspiração!
Que sentido há neste caso em associar os telefones da PT a uma cena passada na cama entre dois jovens subjugados pela toxicodependência?

Em primeiro lugar, parece-me uma inconsciência tremenda, associar a imagem da PT a uma cena de um filme que contêm uma conversa na cama entre dois toxicodependentes!

Como criador desta campanha, (se não me engano) chegou alguma vez a inferir as repercussões que esta associação de imagem poderia ter representado para a PT? Por sorte para a instituição, não houve muita gente a ver o filme, nem por consequência, a perceber sequer a colagem, e aqui ressalvo a questão que é importante sublinhar: se para si assumir, é permitir que a maioria das pessoas ignore por completo que a campanha foi retirada de um filme, simplesmente porque nunca o viram, para mim, assumir é permitir a identificação da colagem. Perseguindo esse objectivo, trabalha-se a partir de matéria inscrita num imaginário colectivo, que permita uma imediata e generalizada identificação. (Zézé Camarinha na Olá, muito bem!) Desencantar uma cena de um segundo filme de um realizador independente americano, que quase ninguém viu em Portugal, não é propriamente assumir uma colagem que passa como original junto da maioria. E depois ainda afirma: ? E entre ter no reel uma copia assumida do requiem ou varios filmes, copiados de cannes, escolho o requiem?
Ao contrário de si, eu preferiria ter no currículo produtos da minha exclusiva autoria, em vez de andar a ganhar dinheiro com o trabalho dos outros, mas é só uma opinião.

Parecendo que tem de facto algum envolvimento (não assumido) na Campanha da PT, e uma vez que a sua fúria reverteu em crítica às minhas suposições, então, em vez de avançar com mais suposições tais como: "...é evidente que alguém algures neste processo mostrou o Requiem a um ou a outro dos participantes...? esclareça-nos:


A PT teve ou não conhecimento de que a campanha é uma colagem de uma cena do filme Requiem for a Dream?

A PT foi informada do conteúdo do filme ao qual tem a sua publicidade associada?

E o Darren Aronofsky, foi informado da homenagem que lhe foi prestada? O realizador sabe que há uma agência de publicidade em Portugal a lucrar com uma colagem ao trabalho dele?

Acusa-me de uma perspectiva redutora em relação ao filme e o senhor, o publicitário, (se não me engano), não percebeu sequer que evidenciei um ponto, o ponto que seria importante para a própria PT ter em conta. Isto não é reduzir todo o filme a uma história de drogados como afirma, é recorrer a uma simplificação que o senhor perspectivou de forma simplista, ou esperava da minha parte uma exaustiva dissertação no blogue sobre os objectos de dependência do Requiem for a Dream?

E já agora, a técnica do Split Sreen (divisão do ecrã em dois planos) é universal, é mais antiga do que o Darren Aronofsky, logo a Olá e qualquer um, inclusivamente o senhor, a pode utilizar. Não desvie atenções atacando a agência que concebeu a publicidade da Olá, eles fizeram tudo bem!

Gostava de o informar que este blogue é um espaço de opinião entre muitas outras coisas, mas sem espaço para a falta de polimento nem para a terminologia grosseira e pouco criativa por si utilizada, o que revela bem a sua inteligência e sensibilidade. Desculpe, nesta recta final a colagem à sua frase, mas é assumida.


Talvez para a próxima a PT consulte o meu bom senso antes de o consultar a si.


Se veio ao blog assumir a colagem da publicidade da PT, parece-me sintomático que nem sequer tenha assumido a sua própria identidade, nem a função profissional que parece tê-lo ligado à campanha?

O meu nome é Andreia Onofre e sou realizadora!

7:44 PM  
Anonymous NÃO ESQUEÇAM: O nome dela é Andreia Onofre! said...

Cara Andreia:
Aconselho-a, na minha ignorancia da sua inteligencia, a não perder mais tempo a tentar explicar o que foi e continua a ser uma opinião pouco feliz e assumidamente gratuita do filme da Pt e não, não estou envolvido no processo do filme.
O facto de se assumir como realizadora não me diz nada, trabalho no meio, e nunca ouvi falar de si, nem da sua obra, nem no valor das suas opiniões, e ao ler as suas ideias vai-se percebendo gradualmente porquê, quando digo "meio" falo da gente que cria e luta para fazer alguma coisa artisticamente relevante neste pais nesta area que são as ideias e as imagens. Apesar de não ter um envolvimento directo com o processo da pt, como já lhe disse, e ter visto o seu blog como piada a meio de um jantar de amigos, estou ligado a quem esteja e revoltou-me mais a estupidez das suas associações do que aos participantes que se riram da sua ignorancia, e assumo, de forma arrogante "temos coisas mais interessantes a fazer do que responder a atrasados", ou " mais uma com o curso da Etic a tentar falar de cinema" ( e aqui faço a ressalva que no momento critiquei a associação da Andreia á Etic. A Etic é uma boa escola com muita gente inteligente e optimo curriculo.)
Mas avançando para a tristeza das suas declarações:
A sua resposta reforça a sua tentativa de perceber o que é fazer alguma coisa de diferente nesta area. A sua ignorancia é tremenda, e a sua necessidade de justificar as ligações da Pt ao Requiem são hilariantes. Só mesmo de quem avalia as coisas como a senhora, longe da realidade pode levantar questões tão absurdas. A cena retratada no filme, e a senhora realizadora deveria saber isso ( senão procurar " a realização cinematografica" ou " o que é o cinema", sendo que para si, a avaliar pelo que escreve chegar-lhe-á " Da realização ao guião" livro para principiantes com pretensões a criadores e aqui agradeço a amigos realizadores que alimentam sadicamente esta nossa comedia ( digam lá camaradas se não vos defendo como digo!!!!)), funciona como dramatica ou subversiva quando inserida na restante narrativa. Avaliada isoladamente, não passa de uma sequencia linda ( não no slip que a senhora falou visto não haver separação entre os planos o que premite o cruzamento directo das acções ( as mãos essencialmente) daí o paralelismo com o Olá), cena essa que estruturalmente foi copiada no filme da Pt, sem os antecedentes narrativos que aumentam em muito o dramatismo e a beleza da cena do Requiem ( quem dera a muita gente que a força do filme da pt fosse a mesma). No fundo arranja-se uma forma, já vista é certo, para reforçar visualmente um filme, sem o associar directamente á " toxicidade" do requiem. A senhora reparou que o dialogo é diferente não reparou? Reparou que o casal do filme da Pt tem um ar saudavel e está num momento intimo e feliz da sua vida? Não no contexto altamente sexual do requiem. Associar os telefones da pt a uma cena passada na cama entre dois toxicodependentes????? Lembra-se do filme da Guerra da optimus em que 3 jovens, num cenario de segunda guerra mundial ( soldado Ryan, cercados, etc), matam varias pessoas e aliens ? Haverá uma associação da optimus aos jovens assassinos de Columbine? Será que este ultimo filme da optimus integralmente copiado dos encontros imediatos de terceiro grau associa a marca a extra-terrestres? eu até me sinto ridiculo a por estas questões de tão absurdas e descabidas que são, mas a senhora é tão, digamos, infantil que choca.
Repercursões para a Pt? Associação com toxicodependentes? A senhora é impossivel que não se ria ao dizer isto....
Outra coisa que releva a sua ignorancia é: assumir é permitir a identificação da colagem???? A senhora queria portanto que a ter a coragem de fazer este filme na compra de um telefone fixo a Pt oferecesse o filme Requiem para que toda a gente soubesse????
" Perseguindo esse objectivo, trabalha-se a partir de matéria inscrita num imaginário colectivo, que permita uma imediata e generalizada identificação." generalizada identificação???? A senhora não acha que apresentar suportes novos faz parte da obrigação de um criador? Mesmo que utilizados ou conhecidos por uma minoria não acha que o criador tem o direito de apresentar um filme, ou uma ideia ou uma fotografia, mesmo com um esquema já repetido, publicamente mesmo sabendo que pouca gente o conhece? Não acha que seria tudo muito mais facil se só se copiasse o efeito e não todo o ambiente da cena do requiem, se o objectivo não fosse assumir uma colagem.
Para terminar e por que são milhares de coisas possiveis de se dizer, a senhora continua a achar que a area é povoada por atrasados mentais, que ninguém neste caminho pensou ou sabe da existencia do requiem, que só a senhora e os seus amigos é que conhecem o filme. Para sua informação, milhares de pessoas conhecem o filme ao ponto de estar esgotado há meses nas lojas de venda de dvds. Em relação ao reel, eu não tenho reel, pelo menos nesse suporte, mas tenho varios reels de varias pessoas que trabalham,( falei com o titulo de propriedade generalista do anonimato), significativamente na area ( não tenho o seu, naturalmente....) e quando falei de preferir ter uma copia assumida de uma ideia de outrem e não copias dissimuladas de ideias de festivais, falo do que sei que é algo que a senhora desconhece, da luta que é tentar vender uma ideia desta coragem a um cliente, do desafio de não destruir o original, no fundo, de ter a coragem de, publicamente, conheçam ou não muitos, assumir uma referencia. A senhora responde na sua ignorancia e eu sou obrigado a respeitar, mas mais uma vez esteve mal.

Devo pedir-lhe desculpa pela forma como terminei a minha outra intervenção, mas deixei-me levar e sim, não sou uma pessoa, felizmente, muito polida perante a estupidez.

Isto é um blog certo? Uma das poucas oportunidades de ter um nick. Não me tire isso.....

No fim, a senhora nem piada tem, o que é uma pena.
Muitas felicidades na sua carreira de realizadora. Há quem diga que tem um futuro brilhante a realizar o tempo.

Agora para quem ler isto: o nome desta senhora, não se esqueçam é Andreia Onofre e ela, é, sim, realizadora.

11:25 PM  
Anonymous Navegador Errante said...

Caro Sr. Anónimo,

Pelo que li dos seus comentários, vejo que tem mais a esconder do que a ensinar a uma ?ignorante? e ?ingénua? que tem a ousadia de expressar as suas opiniões de forma bastante clara e honesta . Para mim - navegante errante que vim parar por piada (sim, porque o blog tem de facto piada! Olhe, tem muito mais piada do que os seus comentários ressabiados com mania das grandezas.) ? permanece a dúvida de, entre outras coisas, saber se a dita agência publicitária informou, ou não, o respectivo realizador do filme!!!

Pode ser que seja ingenuidade esta minha questão, mas os meus pais ensinaram-me que se deve ter princípios e tratar os nossos semelhantes (suponho que você seja um deles...) com a mesma urbanidade que exigimos aos outros. Se isto é ingenuidade, prefiro continuar assim.

É triste... sim, é triste ver alguém supostamente tão consciente da sua sapiência continuar a insultar anonimamente a autora do blog, mesmo depois de ter pedido desculpa pelo seu comportamento anterior. Não duvido que o Sr. seja inteligente, mas será que sabe argumentar inteligentemente?!

De qualquer das formas a PT já está habituada à falta de imaginação dos criativos que contrata. Falemos do símbolo da PT: haverá alguma semelhança entre o dito logo e um certo quadro do pintor Victor Vaserely?! Quando conheci o quadro (cujo nome infelizmente não me recordo), não tive dúvidas quanto à origem do símbolo da PT. Mas, claro, isto que eu estou a dizer não tem piada nenhuma... Principalmente se nos dermos conta quanto rendeu este trabalho à agencia que o executou, na época!

Se entende a colagem como uma forma de prestar homenagem ao autor, também é verdade que existem leis que protegem os direitos de autor. O Sr. Anónimo, pertencendo ao meio, deveria saber isso... Ou será que essa realidade só é válida quando se tratarem dos seus direitos?!

Por último, e para não dar muito mais importância a este blog tão ?pouco interessante? (na sua perspectiva, entenda-se!), se o Sr. não consegue ser polido perante a estupidez devia optar por ficar em silêncio ou começar por auto-insultar-se. É que, para mim, os seus comentários têm sido bastante estúpidos, sem piada e não acrescentam nada de novo à discussão. Os seus ataques mais não revelam um comportamento de quem está, de facto, bastante envolvido no meio e quiçá na própria agência publicitária. Pronto, já toda a gente percebeu que o Sr. Anónimo não é assim tão anónimo como nos pretende fazer crer!

Ass.
Navegador Errante
(se o Sr. Anónimo tem direito a nick, eu também tenho)

1:53 AM  
Anonymous Cupido said...

Ainda vão os dois acabar a trabalhar juntos... ele a ter ideias e ela a realizá-las... há muitos casais felizes que começaram com menos...

4:54 PM  
Anonymous SF said...

Aborrece-me a arrogância. Tanto do lado do anónimo "do meio", como do lado da realizadora Andreia, de "fora do meio". Sem querer meter-me (muito) no meio de vós, permita que lhe diga, anónimo do meio, que a arrogância de que usa no discurso fragiliza a mensagem que quis passar, a menos que se dirigisse apenas ao seu próprio umbigo. Desconfio que esse comportamento é fruto mais da paixão que tem pela publicidade e pela criação do que à intolerância que disse ter perante estupidez. Não pôde impedir-se de mandar à merda, gratuitamente, anonimamente, uma pessoa que desconhece? É feio. Como leitora, quero lá eu saber das graçolas entre aspas que disse que os seus amigos disseram! Tédio. Eu, que sou jornalista, gostei foi de aprender na sua mensagem coisas novas duma área que me interessa mas que desconheço ainda, a não ser ao nível de espectadora, o que já é importante, não? E, por muita piada que possa retirar da sua apaixonada arrogância, digo-lhe, é muito aborrecido. Há verdades absolutas no seu meio? É que no meu não pode haver... Se pensa que a sua perspectiva é mais informada que a da realizadora Andreia, porque não dizê-lo de uma forma construtiva? Há uma coisa que lhe posso dizer, a paixão que transparece nas suas mensagens é de igual intensidade à que transparece nos posts da Andreia. Iguais em mimo, em verdades absolutas, minadas pela auto-satisfação e minadoras (?) de uma verdadeira reflexão. Talvez para si que é do meio, essa reflexão esteja feita. Partilhe-a e sujeite-se ao escrutínio de quem não é do meio. Aprecio que diga que o consumidor não é estúpido, e apreciarei ainda mais se perceber que usa essa máxima na sua actividade criadora. É por haver muito profissional a pensar que "tem que se dar o que o povo quer" que se assiste a tanta pobreza na televisão, seja em publicidade, seja em programas nivelados por baixo. Conheci a Andreia depois de assistir por engano a um dos seus trabalhos há uns anos e acabou por ser um engano feliz. Sabe aquela sensação de sermos agradavelmente surpreendidos sem ser de chapa, assim devagarinho? Quase sem perceber estamos no mundo da Andreia, de uma poderosa sensibilidade e beleza. E digo isto lembrando-me desse filme sobre o difícil tema do cancro da mama. Por esse filme tenho pena que ela não esteja "no meio"...
Há uma coisa de que não gosto: uma exagerada falta de humildade nas mensagens da Andreia, tal e qual como não gosto da sua própria falta de humildade, anónimo do meio. É que é preciso cuidado com a falta dessa característica que só alguns se podem dar ao luxo de não ter. Obnubila o pensamento, embacia a vista por assim dizer...
Por fim, como pessoa "do meio" e ainda para mais ligada a alguém que esteve no processo de criação do filme da PT, o que o impede de esclarecer as dúvidas avançadas pela Andreia e agora partilhadas por mim, sobre, por exemplo, a questão dos direitos de autor. Aplica-se? Não se aplica? Porquê? Interessaria saber a sua posição, anónimo do meio. Se quiser, fica o desafio.

4:27 PM  
Blogger Haryade said...

Mais depressa as tuas setas atravessarão o Sahara acertando num Bérbere que se apaixonará imediatamente por uma Esquimó, mais depressa encontrarás o Bin Laden no seu esconderijo, onde quer que este esteja, fazendo-o cair de amores pelo Bush, do que em tempo algum provocarás estragos nos ventrículos deste saudável órgão central, com dimensões normais e sem arritmias, Cúpido.

5:32 PM  
Anonymous Anónimo said...

Cara SF:

Desde já o merito do texto e a minha consequente necessidade de lhe responder, pois disse a mim mesmo que não o voltaria a fazer aqui, e respondo-lhe a si e só a si se me percebe.
Eu não sou jornalista, conheço varios e varias e tenho o privilegio de ter a classe representada no meu circulo intimo, se há gente que explode á minha mesa são voçês nesse dominio das palvaras e essencialmente das ideias. Agrada-me e assusta-me esse poder. Há gente, que entre um copo de vinho e uma gragalhada consegue, no meio do caos do reencontro, da simpatia de receber em casa ou da cumplicidade de fechar restaurantes em Lisboa pelo prazer da alarvidade sonora da amizade, tocar o ponto mais intimo, quase sem querer, e chamar-nos para lugares muito mais dignos do que muitas vezes estamos. Foi precisamente isso que a SF fez, na insignificancia deste contexto. O meu querido Jorge Palma diz muito bem quem voçês são, e piores quando disfarçados de Mulheres. Por isso, devo dizer-lhe que se um dia se cruzar com a minha mesa, naquelas casualidades estupidas do dia a dia, sente-se há um copo de vinho para si.

Tem toda a razão. O primeiro texto aparece quase como um reflexo ? tragam-me um computador que eu vou responder á miuda?, varios ? não o faças? ouviram-se na sala, assim como o restante que está no outro post. Como deve entender, não temos que ser perfeitos em todas as circunstancias e nesta em particular muito menos. Se me arrependo? Não, acho que a dinamica disto é mesmo assim. Tenho pena que levem tudo tão a serio.
No segundo e ultimo post a ideia era explicar, mas facilmente, e pense bem, me vi naquela situação de tentar falar de algo que acho verdadeiramente estupido, justicar coisas absurdas ou tentar tornar claro o obvio não foi tarefa facil, talvez por não ser jornalista, talvez por não me entregar totalmente á tarefa ou talvez só por falta de paciencia. Há um elemento que mina os textos da sua amiga que é o total desconhecimento da area, se justifica o ataque? Claro que não, só que ela, cobre a ignorancia com o nojo da ironia, desde o primeiro momento que cobriu as coisas com uma arrogancia tremenda, fazendo associações com o texto e rebaixando gratuitamente todos os envolvidos. Se reparar, todas as associaçoes de ideias tem um elemento comum, alguem tentou enganar alguem, alguem mentiu, copiou, vulgarizou, encobriu, etc etc etc. Isso para quem vive os dramas da area é revoltante, principalmente quando se tenta fazer algo de diferente, e muito mais vindo de alguém com a postura aparente da andreia que se dá ao trabalho de filmar um ecran para compor o post, para provar o quê? Que é igual? Que viu o Requiem? Ela que me tivesse dito que o filme é mau, que a ideia é fraca, e eu defenderia as coisas de outra maneira. Não que tente passar que há jogos aqui, que o trabalho desta gente não merece respeito, que nos enganamos todos, que não sabemos o que fazemos e pior, o pior de tudo, que mentimos a quem em nós confia.
Eu não sei se a senhora sabe mas nesta area fazem-se dezenas de filmes por mes, muitos morrem ( geralmente os que achamos melhores e diferentes e arriscados?), mas em todos eles há muito esforço, muita vontade e muito orgulho no que se faz. Nem eu, nem ninguem que conheço ( acreditemos no lado generalista disto) pertence á classe de caluniadores e plagiadores e mediocres desta area, fazemos isto porque amamos isto, porque acreditamos que estando a mexer em arte temos uma obrigação monumental nas costas, que o publico não é burro e percebe quando não se trabalha ou não há esforço, numa coisa que no fundo, em primeiro lugar, o esta a convencer a comprar, se a isto se associar criterio, bom gosto e risco, melhor, essencial, base. Se sou arrogante? O sonho é ser genial sempre, é ser melhor e maior, todos os dias, desculpe se me esqueço disso mesmo quando não estou a trabalhar.
A senhora imagina como seria o meu ataque respondendo a alguem do ? lado negro da area?? Pois seria, se calhar estupidamente muito pior. Mas sou, somos assim quando mexem com alguma das nossas paixões e olhe que nem em tudo é um erro. A andreia é uma brincadeira, ok pode ser optima pessoa mas não é isso que critiquei aqui, o que revolta é o pseudo-conhecimento, a arrogancia maxima de se assumir como realizadora ( temos tão poucos com esse nome, tão poucos?.), a arrogancia de dar o nome ( todos sabemos que foi um erro, a senhora também não o fez, como eu não o faço. Eu sou o ? anonimo do meio? que seja, o meu nome e quem eu sou não interessa nada aqui nem é um elemento fundamental para que percebam o meu ponto. Davam-me razão se desse o meu nome? Teria conseguido justificar melhor as coisas fora do manto do anonimato? Não me parece.), enfim, não gostei dela nas palavras.
Perguntou-me se há verdades absolutas no ? meu meio?. É evidente que não, a unica verdade absoluta aqui é que o filme em questão, desde o primeiro momento foi uma colagem assumida. Copiou-se um ambiente e uma tecnica, de forma consciente, cuidada e humildemente celebrativa do requiem.
Tenho pena que conheça a andreia, sei que foi critica também com ela, o que revela bem a natureza da sua amizade, mesmo assim preferia que não o fosse e que o seu texto ignorasse esse lado humano ( inutil para mim) dela, não me peça para lhe explicar porquê porque também não o sei, mas não gostei. Achei gratuito lembrar o quão maravilhosa a miuda é, por outro lado, e talvez por isso, a SF sabia que ela também iria ler o seu texto, e o carinho nunca cai mal.
Em relação ao filme do cancro da mama, não sei do que fala, sei que um realizador não se faz com um filme e conheço varios que ainda hoje, com centenas de filmes e premios hesitam no nome. É demasiado grande percebe? Há gigantes e mozarts da imagem que o merecem mais. Chame-lhe brio, medo o que quiser.

Sem mais.


Os direitos de autor não se aplicam sobre nenhuma prespectiva. O filme não é igual. Por essa ordem de ideias ninguém poderia filmar.

9:40 PM  
Anonymous sf said...

O bom que seria se o que se escreve fosse sempre exactamente aquilo que o outro lê. Mesmo que seja só a 70, 80 por cento, é uma vitória da comunicação, do encontro. E é tão raro acontecer, mesmo quando se respeita o quem, o quê, o quando, o porquê e o como, que quando acontece, ainda para mais numa troca de mails, é forçoso assinalar, que bom. Pode parecer tonto, mas para quem lida todos os dias com esse dilema, é importante. Claro que entendo esse brio, e esse medo. Ainda não esqueci o meu primeiro dia nesta redacção, há seis anos, quando um veterano agora reformado mas inconformado, me informou, meio a brincar e muito a sério: Tu podes ter a carteira, mas se quiseres saber se és jornalista, pergunta-me daqui a dez anos. E ainda faltam quatro...Isto foi uma confidência sem importância, que só pôde acontecer porque senti que era preciso celebrar o encontro, a vitória da comunicação, na impossibilidade física de aceitar esse virtual copo de vinho. Fico por aqui também, ainda que continue sem saber se se aplicam os direitos de autor no para si pacífico e para a Andreia polémico tema "requiem/filme da PT". Quando fui ver a exposição sobre os sete mil anos da arte persa fiquei com a preocupante ou pacificadora (ainda não percebi bem) impressão de que pouco ou nada se inventa hoje afinal. Agora, o que eu sei é que acrescentei mais um filme à minha lista de espera. Ora deixa lá ver o que tem esse Requiem...

SF (é assim que assino profissionalmente, saiu-me. Espero que não me ache arrogante se disser que me chamo Sónia Ferreira :o))

3:52 PM  
Anonymous Jorge da Palmada said...

Não há duvida que, para um assunto tão pouco interessante, este texto já está a fazer correr mta tinta.
Advogados, gentes da Lei, ajudem estas almas cada vez mais confusas com as palavras daqueles q estão no meio publicitário e não sabem, ou não querem, explicar-se nem ensinar umas coisas às miudas! O sr. do "meio" não terá, por mero acaso, entre os seus habitués alguém versado em Direito? Aqui fica o desafio ;)

1:35 AM  
Anonymous sf said...

Agora, um belo e original momento de publicidade:

Jovem, se tens mais de 30 anos e o cartão das lojas de discos em dia, vai a www.olhaoamolador.blogspot.com

"Pequenos nadas, filmes manhosos, nostalgia, televisão e ROCK N' ROLL!"

2:28 PM  
Blogger Haryade said...

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5:21 PM  
Blogger Haryade said...

Após o seu penúltimo comentário decidi não responder mais. Preferi o silêncio, assisti, e curiosamente outros se manifestaram. Após a sua última resposta decidi pronunciar-me.

Confesso que me deu armas para feri-lo com a mais fina ironia, mas ao utilizá-la estaria a cair no erro do miúdo descontrolado do seu primeiro comentário. Entendo que reaja perante o trabalho questionado. Entendo que se insurja, teve o direito à palavra, mas esperava mais de si, esperava que a usasse para esclarecer as suposições levantadas no post. Nunca o fez, se o tivesse feito, não teria caído nesta blogonovela circense.

Como se demonstrou incapaz de dissociar a defesa de um assunto do ataque pessoal, faz-me entrar agora num domínio que tentei evitar: o privado

A arrogância é dogmática. A arrogância é afirmativa. A arrogância sente-se superior. A arrogância não me identifica, não me sinto maior nem menor que os outros. Sabe certamente, que como administradora do blog tenho o poder de apagar qualquer comentário, inclusivamente os seus. Isso seria arrogância. Curiosamente, a única coisa que apago é a publicidade que me cai no blog.
Dúvidas e suposições não me parecem arrogantes, ou não será plausível supor, que a PT tivesse aceitado conotar a sua publicidade a um filme como o Requiem, por ignorar o seu conteúdo?
Aqui ficam as primeiras linhas da sinopse do Requiem retiradas do site de cinema IMDB: Drugs. They consume mind, body and soul. Once you're hooked, you're hooked. Four lives. Four addicts. Four failures.
Decerto não lhe será estranho o quanto as marcas estão atentas aos pequenos detalhes no que diz respeito à defesa da sua própria imagem. Logo, não me vista nem roupagens de conservadora nem de preconceituosa, e permita-me se não lhe for difícil, o direito à dúvida.
Se tivesse respondido que para a PT não passou de um pormenor, desmontava a suposição e tudo estaria bem, mas não aconteceu. Para alguém privilegiadamente informado pela ligação que tem ao anúncio e supostamente esclarecido, a sua intenção no blog não foi a de esclarecer.

Quanto à humildade, nunca tive muito jeito para uma herança religiosa que degenera demasiadas vezes em falsa humildade. Não me incomodam as pessoas que conscientes de si, não se escondem atrás de um espartilho de falsa humildade, nem eu o faço! Nem me retraio quando tenho de dizer o meu nome ou profissão. Não é um erro, ao contrário do que diz. Mas compreendo-o, quando se falha na educação é mais fácil permanecer sob o véu do anonimato. E não me diga que não posso dizer que sou realizadora por serem poucos os merecedores desse nome. De facto são, mas não serão poucos, aqueles que merecem o nome de arquitectos, de criativos, de floristas, de costureiras, ou esta deferência estará apenas reservada ao mundo da arte? Prefiro a ironia à demagogia.

Sobre os direitos de autor ?O filme não é igual.? Não, não é tal e qual, é quase igual (diferente na cor, no texto e na duração) mas serão estas diferenças suficientes para que o autor não tivesse de ser informado?

?Por essa ordem de ideias ninguém poderia filmar.?afirma. Claro que se pode, não se pode é filmar da mesma forma e editar da mesma maneira sem autorização, é essa a diferença. Mas deixo a decisão à liberdade individual. Cada um que visione o filme se tiver oportunidade e compare com o que memorizou da publicidade.

É de facto incorrecta a suposição que avancei, de que o criativo poderia não ter revelado a existência do filme à agência. Tem toda a razão, a publicidade é demasiado igual. Para conseguir transpor a sequência para a publicidade, o realizador tinha de conhecer o Requiem. A conclusão não era difícil. A suposição estava errada.

?O facto de se assumir como realizadora não me diz nada, trabalho no meio, e nunca ouvi falar de si, quando digo "meio" falo da gente que cria e luta para fazer alguma coisa artisticamente relevante neste pais?

Está mesmo convencido de que as pessoas artisticamente relevantes neste país, são apenas aquelas que conhece? Não haverá então mais ninguém a criar fora do meio?

Quanto à ignorância. É curioso que use o termo para avaliar todo o trabalho de um realizador de que nunca ouviu falar.

Quanto à miúda. Apesar do seu uso pejorativo, agradeço-lhe. As pessoas demasiado adultas são entediantes.

Nunca foi minha intenção transformar isto num blogofarowest.

Duvido que o faça fora deste contexto, mas será bem-vindo se a intenção for a de comentar os posts, se souber distinguir entre a importância da defesa de um tema e a futilidade do ataque pessoal. E não use a técnica mista. Se pretender debater publicidade ou outra temática, venha ao blog. Se tiver ainda alguma coisa a dizer-me, espero que o saiba fazer privadamente. Encontra o e-mail do blog no meu perfil, responder-lhe-ei.


Andreia Onofre

12:15 PM  
Anonymous O ELEFANTE said...

PELOS VISTOS ANDA MUITA GENTE PREOCUPADA COM A PT... Coitadinhos... estou mesmo com pena dos senhores dessa empresa. Vejam lá que deitaram centenas de euros á rua, quando contrataram um publicitário plagiador! Já agora... tenho uma duvida: PT quer dizer Portugal Telecom, ou Portugal TELECOME? Não sei, mas de qualquer forma, estou mesmo com muita pena deles.
Vejam lá que são tão bonzinhos, que agora até oferecem telefones! E se não fosse uma campanha desastrada de que toda a gente fala, pelo menos neste BLOG, a dita tinha tido tanto sucesso, que nem o mais XPTO programa do BILL GATES, faria acorrer mais povo às lojas.
Pois é... como te compreendo Andreia. Tu que até querias ser publicitária e tudo... De facto, é uma pena. uma mulher tão culta... (até conhece o realizador do filme REQUIEM FOR A DREAM...) e de tão bom coração... (também está cheia de pena desse realizador independente...). Será impressão minha, ou também querias ser realizadora? TALVEZ SENSORA...
ASS: O ELEFANTE

11:43 PM  
Anonymous Mascarpone said...

Por favor, não me ofendam os sentidos...Sensora?! ehehehe...que grande elefantada. Pardon my french mas, elefante, ias tão bem e depois, plof: Sensora, que mau.
A menos que o elefante tenha querido ser original e ousado inventar uma palavra nova, talvez relativa aos sentidos, à sensibilidade, digo ... ao senso? Ao bom senso?!Espera, havia uma banda chamada Senser! Talvez venha daí... Mas não, quiçá um verbo: Eu senso, a andreia sensa, tu, pelos vistos, não sensas.

3:27 PM  
Blogger Haryade said...

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8:45 PM  
Anonymous O ELEFANTE said...

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12:32 AM  
Anonymous A fina flôr do Entulho said...

Hoje de manhã, quando saí, vi muita gente na rua a vestir camisa, calças e com sapatos. Andam a plagiar a minha forma de vestir! Vou já a correr para o tribunal e vou processar esta gentalha toda!
Amanhã vou sair à rua de vestido. E ai de quem me plagiar!

4:20 AM  
Blogger Haryade said...

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1:10 PM  
Blogger Haryade said...

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1:44 PM  
Blogger Haryade said...

"Eu era péssimo em Inglês. Achava ridículo ter de me preocupar se escrevia bem ou mal, porque a ortografia não passa de um convencionalismo humano - nada tem a ver com a realidade, com a natureza. Qualquer palavra se pode escrever de maneiras diferentes." Prémio Nobel da Física: Richard Feynman.
Ele pode! Nós? É melhor não.
Pois é também caí, também preciso de um elefante com um sensor. Thank you, mas, não querendo confundir as pessoas com um blog que não é da Edite Estrela, "psicologia femenina" no comentário ao post detergente da louça, é mais feminina, elefante.

3:25 PM  
Anonymous O ELEFANTE said...

Muito bem, Doutora Andreia Cometa, de facto, nunca a confundiria com a D.ra Edite Estrela... Mas pelo menos, emendou o CAIEM... Nada mau, para quem tanto se esforça por transmitir uma imagem de inflexibilidade. Só que também não lhe ficava nada mal, reconhecer que, como todos nós, (elefantes incluídos), também erra. Mas isso não é para sí, pois não? Paciência...
Já agora... há mais erros nos meus textos? Podia ao menos apontá-los todos de uma vez. É QUE, PARA RUMINAR, BASTAM AS VACAS...
ASS:O ELEFANTE

10:58 PM  
Blogger Haryade said...

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11:51 AM  
Anonymous O ELEFANTE said...

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11:07 PM  
Anonymous MacApple said...

"Roubar ideias a um autor, é plágio. Roubar a muitos autores, é pesquisa."
Wilson Mizner

5:40 PM  
Anonymous gato rezingão said...

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9:21 PM  
Anonymous Caçador Furtivo said...

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9:36 PM  
Anonymous o diabo da tasmânia said...

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7:18 AM  
Anonymous gato rezingão said...

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8:36 PM  
Anonymous O ELEFANTE said...

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11:07 PM  
Blogger Corbin said...

E pensar k fui eu... na minha triste inocencia k iniciei este mega forum. :p
O assunto perdeu-se, mas eu é k tenho razão.... nao, sou eu! Eu é k tenho razao!
Facam trofeus e toca a distribuir ;)

Existem mil e uma formas de dizer o mesmo... qual a certa? Todas, ou talvex nenhuma.
Calma.... ;)

4:48 PM  
Anonymous digo o que penso said...

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7:51 PM  
Anonymous O ELEFANTE said...

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1:32 AM  
Anonymous grilo falante said...

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3:56 PM  
Anonymous grilo falante said...

Código do direito de autor

retirado de:
http://www.spautores.pt/page.aspx?idCat=56&idMasterCat=56

"...
CAPÍTULO II
Do direito de autor
...
SECÇÃO II
Da atribuição do direito de autor
...
Artigo 15.º
(Limites à utilização)
...
2 ? A faculdade de introduzir modificações na obra depende do acordo expresso do seu criador e só pode exercer-se nos termos convencionados.
...

Artigo 41.º
(Regime da autorização)
1 ? A simples autorização concedida a terceiros para divulgar, publicar, utilizar ou explorar a obra por qualquer processo não implica transmissão do direito de autor sobre ela.
2 ? a autorização a que se refere o número anterior só pode ser concedida por escrito, presumindo-se a sua onerosidade e carácter não exclusivo.
3 ? Da autorização escrita devem constar obrigatório e especificadamente a forma autorizada de divulgação, publicação e utilização, bem como as respectivas condições de tempo, lugar e preço.
...

Artigo 45.º
(Usufruto)
...
2 ? Salvo declaração em contrário, só com autorização do titular do direito de autor pode o usufrutuário utilizar a obra objecto do usufruto por qualquer forma que envolva transformação ou modificação desta.
...

CAPÍTULO VI
Dos direitos morais
Artigo 56.º
(Definição)
1 ? Independentemente dos direitos de carácter patrimonial e ainda que os tenha alienado ou onerado, o autor goza durante toda a vida do direito de reivindicar a paternidade da obra e de assegurar a genuidade e integridade desta, opondo-se à sua destruição, a toda e qualquer mutilação, deformação ou outra modificação da mesma e, de um modo geral, a todo e qualquer acto que a desvirtue e possa afectar a honra e reputação do autor.
...

Artigo 59.º
(Modificações da obra)
1 ? Não são admitidas modificações da obra sem o consentimento do autor, mesmo naqueles casos em que, sem esse consentimento, a utilização da obra seja lícita.
...

Artigo 68.º *
(Formas de utilização)
...
2 ? Assiste ao autor, entre outros, o direito exclusivo de fazer ou autorizar, por si ou pelos seus representantes:
...
e) A difusão pela fotografia, telefotografia, televisão, radiofonia ou por qualquer outro processo de reprodução de sinais, sons ou imagens e a comunicação pública por altifalantes ou instrumentos análogos, por fios ou sem fios, nomeadamente por ondas hertzianas, fibras ópticas, cabo ou satélite, quando essa comunicação for feita por outro organismo que não o de origem;
...
h) Qualquer utilização em obra diferente;
...

CAPÍTULO II
Da utilização livre
Artigo 75.º *
Âmbito
...
2 ? São lícitas, sem o consentimento do autor, as seguintes utilizações da obra:
a) A reprodução, para fins exclusivamente privados, em papel ou suporte similar, realizada através de qualquer tipo de técnica fotográfica ou processo com resultados semelhantes, com excepção das partituras, bem como a reprodução em qualquer meio realizada por pessoa singular para uso privado e sem fins comerciais directos ou indirectos;
...
l) A utilização de obra para efeitos de publicidade relacionada com a exibição pública ou venda de obras artísticas, na medida em que tal seja necessário para promover o acontecimento, com exclusão de qualquer outra utilização comercial;
...

SECÇÃO V
Da fixação fonográfica e videográfica
Artigo 146.º
(Transformações)
A adaptação, arranjo ou outra transformação de qualquer obra para efeitos de fixação, transmissão, execução ou exibição por meios mecânicos, fonográficos ou videográficos depende igualmente de autorização escrita do autor, que deve precisar a qual ou quais daqueles fins se destina a transformação.
..."

Meus amigos, precisamos de advogados (amigos ou amigos de amigos) que ajudem a decifrar isto e a relançar o debate sobre os direitos de autor, cujo mote foi o anúncio da PT. Eu fiquei na mesma, mas descobri que tirar fotocópias de obras completas, desde q seja p fins privados e de estudo, não lesa os direitos de autor. Já n é mau!

12:37 AM  
Anonymous Brider said...

Acho-vos piada pah... A discutir por nada e por coisa alguma... Mas afinal voces ganham o q com isso? Vejam lá se tem a decencia de ir trabalhar! A falar ao meno que se digam coisas inteligentes!!!
Atenciosamente:
"Alguem em lugar algum".

2:47 AM  
Anonymous Anónimo said...

I found some search engines.
But i dont understand the type it.

levitra
phentermine
carisoprodol

6:48 AM  
Anonymous Anónimo said...

Best flower for you girlfriend
BEST FLOWER

soma or here phentermine

9:52 PM  

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